carta a ANTÔNIO CÍCERO
poeta
desculpe-me a intromissão
mas se puder ler este poema
ficarei com uma sensação de vontade.
meu nome é gyannini e escrevo versos como quem morre também.
sou goiano. com agrado posso dizer.
convicção só em pastelaria mesmo.
acho algo hoje
amanhã outra.
pedaço por pedaço vou tentando reconstituir
a parábola do sertão. quem anda por aí é tropeiro.
sou tropeiro.
como hugo de carvalho ramos o foi
ou disse para ser e
como ser.
a pedra [que funda o mundo] me funda.
me inicia e me finda.
em partes [como antes] ou por inteiro
como agora.
se agora me apresentei me sinto menos culpado
ou por ora
menos aprisionado.
vou-me indo porque o chamado das pétalas
das flores do cerrado clamam por suas verdades
e no tempo seco e sem água me reconduzo
a minhas tentativas vãs de escrever mal traçadas linhas.
abraço ao amigo que ainda em descoberta lhe ofereço a amizade.

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