segunda-feira, 9 de agosto de 2010

carta a ANTÔNIO CÍCERO


 

poeta

desculpe-me a intromissão

mas se puder ler este poema

ficarei com uma sensação de vontade.

meu nome é gyannini e escrevo versos como quem morre também.

sou goiano. com agrado posso dizer.

convicção só em pastelaria mesmo.

acho algo hoje

amanhã outra.

pedaço por pedaço vou tentando reconstituir

a parábola do sertão. quem anda por aí é tropeiro.

sou tropeiro.

como hugo de carvalho ramos o foi

ou disse para ser e

como ser.


 

a pedra [que funda o mundo] me funda.

me inicia e me finda.

em partes [como antes] ou por inteiro

como agora.

 
 

se agora me apresentei me sinto menos culpado

ou por ora

menos aprisionado.


 

vou-me indo porque o chamado das pétalas

das flores do cerrado clamam por suas verdades

e no tempo seco e sem água me reconduzo

a minhas tentativas vãs de escrever mal traçadas linhas.


 

abraço ao amigo que ainda em descoberta lhe ofereço a amizade.

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37 anos, poeta, designer gráfico, moro em goiânia, gosto de escrever e produzir uma escrita preocupada com as coisas que acontecem ao nosso redor, (pelo menos ao meu redor) nesse tempo ou em outros.